
Publicado em:27/02/2026
O governo Lula manteve zerado o imposto de importação de bens de capital e de informática para 105 produtos que não são produzidos no Brasil e devolveu as tarifas anteriores para outros 15 itens após aumentar as alíquotas no início de fevereiro.
Setores produtivos e a oposição no Congresso reagiram ao aumento, que também gerou críticas internas no governo pelo potencial impacto em ano eleitoral.
Nesta sexta-feira, 27, o comitê executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), reduziu a zero a tarifa de 105 produtos classificados como bens de capital e de informática e telecomunicações, acolhendo pedido dos setores, como já estava previsto na medida original. A definição ocorreu após pedidos protocolados até o dia 25 de fevereiro, informou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Entre os itens que tiveram imposto zerado estão aparelhos de saúde para exames de imagem, máquinas para fiação da indústria têxtil e cartuchos usados em impressoras a laser. Além disso, o comitê recuou em outras tarifas, como smartphones e notebooks, que haviam aumentado e agora continuam em 16.
O aumento do imposto de importação deve aumentar a arrecadação do governo em R$ 14 bilhões a R$ 20 bilhões em 2026. Na quinta-feira, 27, a Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado afirmou que o aumento de receita é imediato, mas apontou riscos para os investimentos da economia brasileira.
Veja a notícia completa em: https://www.estadao.com.br/economia/governo-mantem-imposto-de-importacao-zero-para-105-bens-nao-produzidos-no-pais-apos-subir-aliquotas/
Fonte: Estadão
