As exportações brasileiras de bebidas atingiram patamares históricos, impulsionadas pela valorização dos produtos e pela consolidação do país como um polo fornecedor estratégico, especialmente para a América Sul. De acordo com os dados consolidados do Anuário da Cerveja, publicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o faturamento do setor bateu recordes mesmo diante de oscilações no volume físico embarcado.
O cenário detalhado por categoria de bebida revela diferentes dinâmicas comerciais:
Cerveja (O Carro-Chefe)
- Faturamento Recorde: O Brasil atingiu a marca histórica de US$ 218,4 milhões em exportações de cerveja. Isso representa uma alta de 6,9% em receita comparado ao período anterior.
- Valor Agregado: O volume total exportado teve uma leve retração de 5,1%, somando 315,5 milhões de litros. Essa queda em volume combinada com a alta no faturamento aponta para uma maior valorização do preço médio por litro, que subiu de US$ 0,61 para US$ 0,69.
- Principais Destinos: O mercado sul-americano concentra 98,5% das exportações. O Paraguai lidera isolado como o principal comprador, absorvendo 62,3% do total, seguido por Bolívia, Uruguai, Argentina e Chile. [1]
Outras Bebidas Alcoólicas e Destilados
- Cachaça e Aguardentes: Continua expandindo sua presença internacional como um produto de identidade cultural. Apenas a categoria de rum e aguardentes de cana movimentou mais de US$ 6,70 milhões no acumulado de cinco meses avaliado pelo Comex Stat.
- Vinhos: O setor vinícola nacional direciona seus embarques prioritariamente em garrafas de até 2 litros, registrando vendas na casa dos milhões de dólares, com foco em mercados vizinhos.
Bebidas Não Alcoólicas
- Desempenho: Em contraste com o setor alcoólico, a exportação de bebidas não alcoólicas (águas, refrigerantes e sucos prontos) apresentou recuo. Houve queda de 13,9% no volume físico e redução de 7,4% no faturamento (totalizando US$ 18,44 milhões no recorte de cinco meses).
- Principais Compradores: O Paraguai lidera com 31%, seguido de perto pelos Estados Unidos (14%) e Chile (11%).

