Entre em contato com um de nossos especialistas!

Brasil e Bolívia devem exportar sustentabilidade

blog.elemar.com.br

 

 

 

 fortalecimento do comércio bilateral e da integração regional sul-americana foram destaques no Fórum Empresarial Bolívia-Brasil, realizado por ApexBrasil e MRE no marco da visita oficial de Lula ao país. Evento aconteceu no dia seguinte à incorporação da Bolívia como membro pleno do Mercosul

Em sua visita oficial a Santa Cruz de la Sierra, principal centro econômico e financeiro boliviano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do encerramento do Fórum Empresarial Bolívia-Brasil, realizado nesta terça-feira (9) pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Ao lado do presidente do Estado Plurinacional da Bolívia, Luis Arce, Lula falou a uma plateia de mais de 350 empresários e representantes de instituições públicas de ambos os países, que tiveram a oportunidade de estabelecer conexões e prospectar negócios durante o evento.

O presidente Lula disse que teve a honra de presidir o país no momento de maior integração "da nossa querida América do Sul" e que voltou à presidência para fazer melhor que da outra vez. "Por isso eu pedi ao companheiro Jorge Viana [presidente da ApexBrasil] que convidasse o máximo possível de empresários, e fiz questão de trazer a presidente da Petrobras, porque sei da importância que a Petrobras já teve na Bolívia e que ainda pode ter", frisou. Mais cedo, a CEO da estatal conduziu uma keynote speech no evento sobre a parceria estratégica entre os dois países na cadeia de petróleo e gás (leia mais).

"E eu trouxe o ministro de Minas e Energias [Alexandre Silveira] para discutir a questão dos minerais na Bolívia, do lítio, e da integração da transição energética, tão falada e propalada. Nunca se falou tanto em energia renovável no mundo, em transição energética, em hidrogênio verde", continuou. Lula também destacou a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, dizendo que "nossa agricultura tem muito a ver com a agricultura da Bolívia".

Os dois ministros falaram no evento antes de Lula, ao lado da também ministra de Estado Simone Tebet, que apresentou as cinco rotas de integração regional que sua pasta de Planejamento e Orçamento deve iniciar nos próximos meses. Duas delas - a do Quadrante Rondon (3) e a Bioceânica de Capricórnio (4) - envolvem diretamente a Bolívia, além de facilitar o acesso ao Pacífico e, portanto, o escoamento para a China.

Dizendo-se otimista, o presidente Lula afirmou que espera que as economias sul-americanas voltem a crescer, aumentem o Produto Interno Bruto (PIB) e, com isso, distribuam a renda entre o conjunto da população. "A Bolívia pode ser o que ela quiser", afirmou, emendando que, para isso é preciso estabilidade política, fiscal, econômica, jurídica e social. "Se a gente garantir esses quesitos, não há por que ela não ter uma economia pujante e não voltar a ter reservas pujantes. Você, Arce, era ministro da Economia quando a economia boliviana cresceu", afirmou Lula, dirigindo-se ao presidente boliviano, ao seu lado no palco.

Comércio bilateral 

Em 2023, a corrente de comércio entre os países alcançou US$ 3,3 bilhões. O Brasil foi o 1º destino das exportações da Bolívia e seu 2º maior fornecedor, atrás apenas da China, com 16,6% de participação no mercado boliviano. Para Lula, essas cifras tendem a aumentar com a incorporação da Bolívia no Mercosul, oficializada no dia anterior durante a 64ª Cúpula dos países do bloco em Assunção, no Paraguai. De acordo com o presidente, "nosso importante comércio bilateral pode crescer ainda mais e se diversificar com a integração física e energética do continente". O presidente da Bolívia Luiz Arce também se mostrou entusiasmado com a recente adesão da Bolívia ao bloco econômico: "vamos entrar e ter todo o aproveitamento do Mercosul".

Outro ponto de destaque sobre as relações comerciais entre os dois países foi a castanha-do-brasil: entre 2019 e 2023, as compras brasileiras do produto boliviano cresceram em média 91,6% ao ano. Em 2023, o Brasil foi o 4° principal exportador do produto, com cerca de US$ 18 milhões exportados, ficando atrás da própria Bolívia, principal fornecedor mundial, com quase US$ 114 milhões exportados. Lula destacou que temos muito a aprender com essa experiência, citando também o Fórum Bilateral da Castanha, que a ApexBrasil realizou no dia anterior reunindo produtores de ambos os países. "Articular a exportação da castanha para o mercado internacional é só um exemplo do muito que podemos fazer juntos", realçou o presidente do Brasil.

Arce, por sua vez, enfatizou que a Bolívia tem um enorme potencial agropecuário e que isso pode inaugurar uma nova era do comércio bilateral. Se antes essas relações estavam marcadas pelo gás, sobretudo, "hoje o Brasil tem outras alternativas de produção e pode produzir e compartilhar", realçou o presidente da Bolívia, para quem os dois países têm muita história em comum. A Bolívia, continuou, é um grande produtor de minério, turismo e artesanato, entre outros, com uma amplitude de setores sociais "ansiosos para lhe dar a oportunidade de crescer". Na visão de Lula, ambos os países são abençoados com recursos energéticos e minerais abundantes. E o fato de serem nações amazônicas e integrantes do Tratado de Cooperação Amazônica pressupõe o uso adequado de tais recursos. "Brasil e Bolívia devem exportar sustentabilidade", frisou.

Lula defendeu ainda que a integração da América do Sul se dará pelo Pacífico e pelo Atlântico, em sintonia com a exposição da ministra Tebet sobre as rotas regionais no continente. "Não é um discurso, é quase uma profissão de fé de que vamos fazer isso acontecer. Precisamos transformar discurso em coisas práticas, e coisas práticas são vocês quem fazem", afirmou aos empresários presentes, que representavam setores produtivos variados como transporte, energia, fármacos e casa e construção. "O sucesso desse encontro confirma que o setor privado está plenamente engajado nesse processo de desenvolvimento", reforçou. Lula ainda convidou os presentes a conhecerem melhor as oportunidades de negócios oferecidas por seus países.

Fonte:Apex-Brasil

Sobre o autor

No mercado desde 1979, a princípio somente na área de Desembaraço Aduaneiro, a Elemar tem no sue DNA como motivação proncipal, surpreender o Cliente em todos as aspectos relacionados a logística, oferecendo soluções inovadoras, até bem por isto deste conceito nasceu nosso slogan: Logística, Suporte e Soluções, o que fez com que fossemos ampliando nosso leque de serviços para atender todas as necessidades dos nossos clientes e hoje alcançamos o nível de Operador Logístico Internacional com equipes exclusivas e atuantes em:

  • Projetos Logísticos;
  • Agenciamento de Carga;
  • Desembaraço Aduaneiro;
  • Armazém Geral;
  • Gestão de Distribuição.