Polônia reúne 282 oportunidades de negócios para exportadores brasileiros

Polônia reúne 282 oportunidades de negócios para exportadores brasileiros

Novo estudo da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) identificou 282 oportunidades comerciais para produtos brasileiros na Polônia, uma das economias mais dinâmicas da Europa Central. O Perfil de Comércio e Investimentos – Polônia detalha o panorama de um país com 38,1 milhões de habitantes, Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente US$ 1 trilhão e perspectivas de crescimento de 3,4% ao ano em 2026 e 2027.

O mercado polonês vem ganhando relevância para o Brasil em meio ao crescimento econômico, ao aumento do poder de compra da população e aos investimentos em infraestrutura, energia e modernização industrial. Em 2025, o comércio bilateral alcançou US$ 2,6 bilhões, dos quais US$ 1,55 bilhão corresponderam às exportações brasileiras.

Entre 2021 e 2025, as vendas do Brasil para a Polônia registraram crescimento médio anual de 14,5% em valor e 22,6% em volume. Atualmente, a pauta é concentrada principalmente em farelo de soja e minérios de cobre, que juntos representam quase 70% dos embarques brasileiros ao país. O Brasil responde por 31,5% do mercado polonês de farelo de soja e por praticamente 100% das importações de minérios de cobre.

Além desses produtos, vêm ganhando espaço itens como produtos semimanufaturados de ferro e aço, , café torrado, geradores elétricos, materiais de construção e máquinas industriais, indicando potencial para uma maior diversificação das exportações brasileiras.

Mercado de US$ 379,5 bilhões abre espaço para diversificação

A Polônia foi o 17º maior importador mundial em 2024, com cerca de US$ 379,5 bilhões em compras internacionais. Entre as 282 oportunidades identificadas pela ApexBrasil estão produtos de máquinas e equipamentos de transporte, químicos, alimentos, artigos manufaturados e outros bens industriais.

O levantamento aponta potencial para ampliar a presença brasileira em segmentos como veículos, aeronaves, medicamentos, polímeros, papel e cartão, barras de ferro e aço, café torrado, cacau em pó e sucos de frutas. Há ainda oportunidades em geradores elétricos, máquinas de impressão, materiais de construção e calçados.

Os investimentos poloneses em infraestrutura e energia também podem abrir novas frentes para empresas brasileiras. A modernização da matriz energética, com expansão das fontes renováveis, e os projetos de infraestrutura aumentam a demanda por máquinas, equipamentos e outros produtos industriais.

Acordo Mercosul-UE amplia competitividade brasileira

A entrada em vigor provisória do Acordo Mercosul-União Europeia, em maio de 2026, criou condições mais favoráveis para o acesso de produtos brasileiros ao mercado polonês. Na comparação entre maio e agosto deste ano e de 2025, considerando os produtos que receberam isenção imediata de tarifas, houve crescimento 34% nas exportações (que passaram US$ 11,6 milhões para 15,6 milhões); para os produtos que serão isentos em um cronograma de desgravação linear, o aumento foi de 50% (passando de US$ 49,4 milhões para US$ 74,1 milhões).

Entre os itens que passaram a contar com redução tarifária ou cronogramas de desgravação estão café solúvel, , motores elétricos, ferroligas, madeiras processadas e diferentes produtos industriais.

No caso do café solúvel, a tarifa caiu de 9% para 7,2% e deverá ser totalmente eliminada em quatro anos. A redução tarifária contribui para ampliar a competitividade do produto brasileiro e pode levar ao avanço das exportações para a Polônia.

Investimentos ainda têm espaço para avançar

Apesar do crescimento do comércio, os investimentos poloneses no Brasil ainda são reduzidos. Entre 2016 e meados de 2026, foram identificados dois projetos greenfield, que somaram aproximadamente US$ 5,6 milhões, nos setores de tecnologia e marketing digital.

A ampliação das relações comerciais e o novo cenário proporcionado pelo Acordo Mercosul-União Europeia podem contribuir para o surgimento de novas parcerias empresariais e oportunidades de investimentos entre os dois países.

Acesse o estudo

Fonte: Apex-Brasil

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