Think Plastic Brazil participa de Missão Comercial na Venezuela e identifica oportunidades para indústria brasileira

Think Plastic Brazil participa de Missão Comercial na Venezuela e identifica oportunidades para indústria brasileira

O Instituto Nacional do Plástico (INP), por meio do portfólio Think Plastic Brazil, participou da missão multissetorial de diplomacia comercial organizada pela Secretaria de Promoção Comercial do Ministério das Relações Exteriores e pela ApexBrasil (Agência de Promoção de Exportações e Investimentos), realizada em Caracas, nos dias 16 e 17 de junho. A iniciativa reuniu representantes de diferentes setores brasileiros para identificar oportunidades de negócios em uma economia que volta a crescer e apresenta demanda reprimida em segmentos estratégicos para a indústria de plásticos transformados.

O Think Plastic Brazil é um portfólio de soluções para o setor de produtos transformados em plástico no processo de internacionalização para os mercados-alvo, realizado por meio de uma parceria entre a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e o INP (Instituto Nacional do Plástico).

A missão ocorreu em um momento de inflexão da economia venezuelana, que voltou a crescer após a transição política iniciada em janeiro de 2026 e a adoção de uma política norte-americana de flexibilização seletiva de sanções. Nesse cenário, destaca-se o Acordo de Complementação Econômica nº 69, em vigor desde 2014, no âmbito ALADI, que garante livre comércio para a maior parte do universo tarifário bilateral, conferindo ao Brasil uma vantagem competitiva frente aos fornecedores asiáticos.

O comércio entre os dois países, que já atingiu US$ 6 bilhões em 2013, encerrou 2025 em cerca de US$ 1,2 bilhão, com saldo de US$ 488 milhões favorável ao Brasil, e avançou 10,3% no primeiro semestre de 2026, em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Embaixada do Brasil, enquanto projeções locais indicam crescimento do PIB venezuelano entre 8% e 10% em 2026, com expectativa de forte expansão da receita petrolífera, e a produção de petróleo, em torno de 1,07 milhão de barris por dia em maio, segue em recuperação. O sistema financeiro local também reforça esse movimento de retomada: dados da consultoria Global Scope apontam que, em maio de 2026, os ativos da banca venezuelana cresceram 36,9% em 12 meses, a carteira de crédito avançou 58,1% e o lucro do sistema subiu 82,1%, com inadimplência de apenas 0,93%, sinalizando uma reaproximação gradual com os fluxos formais de capital.

Entre as oportunidades estratégicas para o setor de plástico transformado mapeadas estão os setores de utilidades domésticas, construção civil, brinquedos e puericultura, embalagens, plasticultura e insumos para transformação. Além da retomada econômica, a missão destacou vantagens competitivas do Brasil, como a proximidade logística, cerca de 11 dias de navegação até a Venezuela, contra 45 dias dos fornecedores asiáticos, e o Acordo de Complementação Econômica nº 69 (ACE-69), que garante preferência tarifária aos produtos brasileiros.

De acordo com Carlos Moreira, diretor-executivo do INP e de projetos do Think Plastic Brazil “A Venezuela vive a maior reabertura econômica das últimas três décadas, e o setor de plástico está no centro dela. Encontramos um mercado com metade da capacidade industrial ociosa, que importa resina de países a 45 dias de navegação, enquanto o Brasil está a 11. Some-se a isso o ACE-69, em vigor, que dá ao produto brasileiro uma preferência tarifária que os fornecedores asiáticos não têm, e a conclusão é direta: embalagem, filme agrícola, resina e soluções para a construção são demandas reais, e o produto brasileiro chega mais perto, mais rápido e com vantagem de preço.”

Durante a agenda, o Think Plastic Brazil participou de reuniões com autoridades, entidades empresariais e empresas venezuelanas, além de visitas técnicas ao varejo local. O Instituto representou as seis verticais estratégicas do portfólio e saiu da missão com encaminhamentos concretos, incluindo pedidos de cotação de resinas, conexões comerciais com fornecedores brasileiros e a elaboração de um relatório de inteligência de mercado que será compartilhado com as empresas associadas.

“Saímos de Caracas com agenda concreta, não com promessas. O nosso compromisso com a Venezuela é de longo prazo, e o palco natural para reaproximar esses compradores da nossa indústria é o World Plastic Connect Summit, em São Paulo, em agosto de 2027”, reforça Carlos Moreira.

A participação reforça o papel do Think Plastic Brazil como interlocutor do setor de plásticos transformados junto à política externa de promoção comercial e abre caminho para a incorporação da Venezuela como mercado prioritário do portfólio nos próximos ciclos. A próxima edição do World Plastic Connect Summit, a quinta, está marcada para a segunda semana de agosto de 2027, em São Paulo, e deve funcionar como ponto de encontro entre a indústria brasileira e os compradores do mercado venezuelano.

O relatório da missão comercial, com a análise de mercado, oportunidades identificadas, dados econômicos e os principais encaminhamentos da agenda realizada na Venezuela, está disponível para acesso em: https://news.thinkplasticbrazil.com/relatorio-venezuela

Nota de solidariedade

O Think Plastic Brazil acompanha com pesar as notícias dos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho de 2026 e expressa sua solidariedade ao povo venezuelano e às famílias afetadas. O portfólio soma-se às manifestações de apoio do Brasil neste momento e reafirma que sua aproximação com o país tem caráter de parceria de longo prazo.

Fonte: Apex-Brasil

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