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Solar com baterias: como acrescentar a solução ao meu portfólio de vendas?

blog.elemar.com.br

 

Realidade para milhões de consumidores no Brasil, a energia solar não para de evoluir e de apresentar inovações que propõe mais eficiência energética, bons retornos financeiros e conforto aos usuários. 

Atualmente, uma das apostas do mercado tem sido os sistemas híbridos, ou seja, aqueles que unem os benefícios de estarem conectados com a rede da concessionária à autonomia provida pelo armazenamento em baterias, ao operar em dois modos de geração: on-grid e off-grid. 

O modelo é especialmente benéfico a locais onde máquinas e equipamentos não podem parar por sofrerem com constantes quedas de energia. 

Além disso, com as novas regras impostas pela Lei 14.300/2022, onde os consumidores pagam os encargos quando injetam a sua energia na rede, essa solução pode potencializar o retorno financeiro da energia solar, sobretudo, no período pós transição onde os custos de utilização da rede devem aumentar.

Contudo, muitos integradores ainda se sentem inseguros com a possibilidade de acrescentar essa solução no seu portfólio de vendas, seja porque se habituaram a trabalhar somente com os sistemas on-grids por muito tempo ou por causa de desinformação.

Uma pesquisa divulgada pela Greener, por exemplo, revela que metade dos integradores brasileiros ainda não trabalham com sistemas híbridos junto aos seus clientes – o que, na avaliação de especialistas, é um grande erro. 

Para Luca Milani, CEO da 77 Sol, empresa especializada no gerenciamento de soluções para cadeia fotovoltaica de geração distribuída, os profissionais que não aderirem a esse tipo de solução estão ficando para trás no mercado. 

“No começo do setor fotovoltaico, eu me lembro como se fosse ontem, que vendíamos módulos policristalinos de 330W. Hoje, estamos falando de módulos com uma série de novas tecnologias, potências e eficiências totalmente diferentes”, disse ele. 

“A mesma coisa aconteceu com os inversores. Ninguém falava de microinversores há cinco anos e, muito menos, de inversores híbridos. Ou seja, as tecnologias no nosso setor estão avançando de forma muito rápida e as baterias chegaram para ficar, porque temos muitas possibilidades de saída no mercado brasileiro”, avaliou.

Ao Canal Solar, Milani destacou ainda que em mercados mais amadurecidos as baterias já são uma realidade. “No mercado americano, cerca de 40% dos sistemas de energia solar residenciais já contam com bancos de baterias ou algum tipo de armazenamento”. 

Para ele, este mercado ainda não decolou no Brasil como poderia por haver ainda grande parte dos profissionais não trabalhando com a tecnologia e porque o custo das baterias no preço final de um sistemas fotovoltaico ainda é alto, o que faz muitos consumidores se assustem quando recebem uma proposta. 

 

Contudo, o profissional ressalta que os preços têm caído no mercado mundial e que as baterias podem agregar muito valor ao consumidor.

O incremento no preço do sistema devido às baterias não deve ser tratado pelos integradores como algo que vai impedi-los de comercializá-los, uma vez que muitos consumidores têm se interessado pelas baterias e cabe a ele saber explicar com propriedade os benefícios desta solução. 

Segundo Milani, o mercado comercial e industrial é uma excelente porta de entrada para quem quer comercializar os seus primeiros sistemas híbridos no mercado,  uma vez que essas classes de consumo dependem do fornecimento de energia para obter seus resultados financeiros. 

Nesse sentido, o CEO da 77 Sol, explica que para adicionar uma bateria a uma proposta de energia solar o primeiro passo é conseguir entregar para o cliente exatamente qual será o retorno que ele conseguiria ter a partir do sistema com baterias. 

“O argumento de vendas a ser usado com o cliente é: perguntar se ele gostaria de ter energia no imóvel sempre que houver indisponibilidade de rede por parte da concessionária. Se essa resposta for sim, ele vai ter que ter um gerador. E, muito melhor do que ter um gerador, é ter uma bateria e sistema solar”, destacou.  

“Assim como o sistemas on-grid, no armazenamento com baterias também é possível calcular o ROI (Retorno Sobre Investimento). Muitas vezes, esse retorno pode não ser tão tangível como em um sistema on-grid, mas, em contrapartida, a gente consegue adicionar outros argumentos muito mais vantajosos para o cliente, como a disponibilidade de energia. Afinal, quanto custa não ter energia elétrica? Para muitos consumidores custa muito”, ressaltou. 

Por fim, ele ainda chama atenção dos integradores para a necessidade dos mesmos buscarem conhecimento técnico antes de trabalharem com a tecnologia. “Temos, felizmente, muitos cursos no mercado de altíssima qualidade, como os do Canal Solar”, frisou. 

Outra forma de obter conhecimento técnico, segundo o profissional, é por meio dos próprios fabricantes e distribuidores das baterias. “Nós da 77 Sol e muitos distribuidores, por exemplo, temos times de pós-vendas que conseguem auxiliar o integrador a entender como instalar essa solução junto ao seu cliente”, revelou. 

Baterias como solução para a inversão de fluxo

Um dos problemas mais encontrados pelos integradores há cerca de um ano no Brasil é a inversão de fluxo de potência na rede de distribuição das concessionárias. Polêmicas ou não a parte, a inversão de fluxo ocorre quando a quantidade de energia injetada proveniente da GD é maior do que a demanda dos consumidores conectados nessa mesma rede.

 

Fonte : https://canalsolar.com.br/


Sobre o autor

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